Com apenas um voto contrário e 66 votos a favor, o Parlamento de Malta aprovou uma lei que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A medida foi tomada na quarta-feira (12), três anos após ser permitido união civil homoafetiva no país. Malta se tornou o 25º país do mundo a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o 15º do continente europeu.

Durante as eleições legislativas em junho, Joseph Muscat, primeiro-ministro de Malta, havia prometido que esta seria a primeira lei de seu novo mandato. “É uma votação histórica. Isso demonstra que nossa democracia e nossa sociedade atingiram um certo grau de maturidade e que podemos dizer que somos todos iguais”, declarou Muscat à imprensa após a aprovação do texto.

O Partido Nacionalista, principal partido oposição, acusou o governo de se precipitar através das mudanças sem fazer uma consulta adequada, mas mesmo assim eles votaram a favor do projeto de lei, com apenas um de seus membros se manifestando contra. A mudança no texto da lei removeu as palavras “marido”, “esposa”, “mãe” e “pai” para substituí-los por termos neutros, como cônjuge.

A legalização do casamento no país trará benefícios aos habitantes e para a luta pela igualdade. A união civil de direitos só permitia a adoção na condição de solteiro, enquanto a nova lei permite que a adoção seja realizada por todos os casais, independentemente da orientação sexual. Desde 2014, 141 casais realizarem uniões civis no país.

Esta nova lei representa um grande avanço em um país em que o catolicismo é a religião oficial do Estado, onde o divórcio foi legalizado apenas em 2011 e o aborto continua sendo ilegal.

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