O relatório anunciado pelo ONG Gay da Bahia mostrou que o município de Palmas (TO) é a terceira capital do país com o maior número de crimes contra homossexuais, em termos relativos. De 2002 à 2013, foram registrados 37 assassinatos. Ano passado, foram três. O relatório apresentou dados de crimes contra homossexuais no Brasil. No país, foram 312 ano passado.

De acordo com a representante de um movimento ligado a diversidade sexual em Palmas, Daniele Braga, a noticia do relatório preocupa. E ainda lembra de outras formas de homofobia. “Nós tivemos um número muito grande de assédio moral no trabalho, que advém da homofobia. Eu tenho que ser respeitada por ser profissional”, destacou ela.

Um das vítimas em Palmas foi o cozinheiro Renato Batista Silva, de 22 anos, morto a pedradas em agosto do ano passado. Ele foi encontrado em um matagal que fica atrás de um condomínio na quadra 205 Norte. Renato foi visto pela última vez em um show sertanejo no 24 de agosto de 2013. Outro caso foi o do professor Paulo Ricardo que morava em Colinas do Tocantins e foi assassinado no início do ano passado com um tiro na cabeça. O suspeito do crime Ismênio Brito Pereira, de 22 anos, está preso em Araguaína.

Para o presidente da comissão de igualdade da OAB Tocantins, Silvano Mota, faltam políticas públicas para, pelo menos, amenizar o problema. “A primeira medida seria a aprovação da criminalização da homofobia, transformar este tipo de crime em crime hediondo comparado ao racismo. Os governos estaduais e municipais criarem centros de referência, onde as pessoas pudessem denunciar os casos de agressões e ali ser atendidas por uma equipe multidisciplinar. Eu acho que trabalhar a educação seria primordial”.

Reconhecimento do corpo de Renato Batista da Silva só foi possível pelas tatuagens (Foto: Arquivo Pessoal)Renato Batista da Silva, de 22 anos, foi uma das vítimas ano passado, em Palmas (Foto: Arquivo Pessoal)

 

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