Aconteceu na manhã da última segunda-feira, no Rio de Janeiro, uma cena de pura barbárie. Uma travesti foi espancada por três homens até perder a consciência. Em meio aos chutes e pauladas, uma outra travesti entrou no meio para tentar salvá-la. E ninguém fez nada!

No Facebook, o usuário Júnyork postou um vídeo com a seguinte legenda: “Tentando salvar a irmã travesti da covardia de homofóbico”. As imagens são lamentáveis e nos entristecem muito.

Esta postagem é uma denuncia e também para chamar a atenção da sociedade para a intolerância ao travesti, ao transexual, ao transgênero, ao gay, à lésbica, ao bissexual, ao ser humano. Notícias sensacionalistas não mudarão o mundo, mas denúncias sim.

Se você é vítima ou conhece alguém que está sofrendo assédio ou até mesmo agressão física ou moral, denuncie. Disque 100 do seu telefone e faça seu registro.

Em São Paulo, existe a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que fica na Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, Luz, tels. (11) 3311-3556 / 3315-0151 (ramal 248).

O PAÍS QUE MAIS MATA

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no País, segundo pesquisa da organização não governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênera.

“Infelizmente, são pouquíssimas (transexuais e travestis) que conseguem passar dos 35 anos de idade e envelhecer. Quando não são assassinadas, geralmente acontece alguma outra fatalidade”, conta Rafaela Damasceno, transexual que luta pelos direitos dessa população.

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