Tanto se fala sobre a dualidade imposta às crianças durante a infância, mas parece que isto está longe de mudar. Basta ver o último caso de discriminação envolvendo um pequeno que quis usar saia de tule. A mãe, em defesa do filho, seu um post contra os ataques e recebeu apoio de muitos.

Jen Anderson Shattuck, uma americana (ela não forneceu a localização da família para preservar a privacidade do filho) escreveu em seu perfil nesta quarta-feira que seu pequeno Roo, de 3 anos e meio, é um menino como qualquer outro. Gosta de brincar com caminhõezinhos. Gosta de quebra-cabeças. Gosta de comer ameixas. E gosta de usar saias de tule.

Se perguntarem, Roo diz que as saias o fazem sentir bonito e corajoso. Se perguntarem, diz que não há regras sobre “isso é só para garotas e isso é só para garotos”.

“Meu filho já usou sua saia na igreja, na padaria, no trem e brincando na caixa de areia. Na nossa parte do mundo, não é uma questão. Já fizeram perguntas bem-intencionadas, nós respondemos, ficou tudo bem. TINHA ficado tudo bem, até ontem.

Ontem, voltando do parquinho, meu filho e eu fomos parados por alguém que exigiu saber porque meu filho estava usando uma saia. Nós não conhecíamos este homem, mas aparentemente ele estava nos observando a algum tempo.

‘Eu só estou curioso. Por que você continua fazendo isso com o seu filho?’, disse ele.

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‘Ela não deveria continuar fazendo isso com você’, ele disse, falando diretamente com o meu filho. ‘Você é um menino, ela é uma mãe malvada. Isso é abuso’.

Ele tirou fotos de nós, embora eu tenha pedido que ele não tirasse. Ele me ameaçou: ‘Agora todo mundo vai saber, você vai ver’.

Eu chamei a polícia. Eles vieram, fizeram seu relatório, elogiaram a saia do meu filho. Ainda assim, meu filho não se sente seguro hoje. Ele quer saber ‘O homem vai voltar? O homem mau? Ele vai falar coisas feias da minha saia de novo? Ele vai tirar mais fotos da gente?’.

Eu não posso dizer para o filho que o homem não virá, mas posso dizer isso: não serei intimidada. Não me farão vulnerável ou covarde. Não deixarei que um estranho raivoso diga ao meu filho o que ele pode ou não vestir.

O mundo pode não amar o meu filho pelo que ele é, mas eu amo. Eu fui colocada nesta terra para garantir que ele saiba disso.
Ele não estava curioso. Ele não queria respostas. Ele queria que nós soubéssemos que o que meu filho estava fazendo – o que EU estava deixando o meu filho fazer – era errado.

Vou gritar o meu amor das esquinas.

Vou defender, gritando, o direito dele de andar na rua em paz, usando a roupa que quiser.

Vou mostrar para ele, do jeito que puder, que valorizo a pessoa que ele é, que confio na visão que ele tem para si e que apoio suas escolhas – não importa o que ninguém diga, não importam quem ou o quanto tentem pará-lo.

Nossa família tem um lema:

Nós amamos.

Nós somos gentis.

Nós somos determinados e persistentes.

Nós somos belos e corajosos.

Nós sabemos quem somos. Estranho raivosos não mudarão quem somos. O mundo não mudará quem somos – nós mudaremos o mundo.

EDITADO PARA ACRESCENTAR: Este post é público e pode ser compartilhado. Somos gratos a todos vocês por seu amor e apoio!”.

O motivo pelo qual Jen colocou essa edição no post é que ele viralizou: em cinco dias, foram 42 mil curtidas e 42,2 mil compartilhamentos, a enorme maioria com mensagens de apoio a Jen, Roo e a família.

Em outro post, Jen se disse chocada com a onda de apoio de completos desconhecidos.

“As palavras de vocês me tocaram profundamente. Obrigado, do fundo do meu coração. Já para você que discorda das escolhas da minha família, saiba que o meu objetivo não é te fazer mudar como pessoa ou pai. Só quero dar apoio ao meu filho”, diz ela.

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