Buenos Aires quer potencializar o meio milhão de turistas gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros que recebe anualmente com um festival que propõe atividades culturais, esportivas e empresariais e foi apresentado nesta quarta-feira na sede do governo municipal da capital da Argentina.

O festival “Buenos Aires Diversa” será realizado entre os dias 1º e 7 de agosto em diferentes pontos da cidade e combinará turismo com espetáculos artísticos, jornadas esportivas e rodadas de negócios para o segmento.

Esta é a terceira vez que o festival é realizado e neste ano se soma a novidade da Conferência Internacional de Negócios e Turismo Gnetwork360, que já está em sua nona edição.

A Gnetwork360, organizada pela Câmara de Comércio Gay Lésbica Argentina (CCGLAR), é um espaço de capacitação e de redes para oportunidades de negócios no segmento, e acontecerá entre os dias 2 e 4 de agosto no Alvear Palace Hotel, com uma inauguração no Centro Cultural Kirchner.

O festival “Buenos Aires Diversa” será complementado com intervenções na cidade para celebrar o coletivo homenageado. Algumas calçadas serão pintadas com os tons da bandeira do arco-íris, assim como alguns monumentos serão iluminados com as mesmas cores.

Na conversa de apresentação da proposta, Andy Freire, ministro de Modernização e presidente do Ente de Turismo da cidade, disse que a prefeitura quer potencializar este tipo de atividade “não somente pelos benefícios ao turismo”, mas também por “uma questão filosófica”: os valores de “liberdade individual”.

Freire lembrou que Buenos Aires está posicionada como a quinta cidade mais atrativa para o segmento LGBT no mundo, atrás de San Francisco, Sydney, Nova York e Barcelona.

Por sua parte, Pablo De Luca, presidente da CCGLAR, ressaltou que o país é favorável ao coletivo “como política de Estado”, além dos atrativos turísticos, já que é vanguardista em legislação de casamento igualitário (foi a primeira nação latino-americana a aprová-lo).

De Luca acrescentou que se trata de um segmento importante para o turismo, já que se estima que as pessoas LGBT na América Latina viajam 3,4 vezes mais que as heterossexuais, e que em 2015 gastaram, em nível global, US$ 196 bilhões em seus passeios.

“No marco de um aumento da intolerância visível no mundo, é importante comunicar que Buenos Aires é um oásis de tolerância e diversidade”, concluiu Gonzalo Robredo, diretor-executivo do Ente de Turismo da cidade.

Com informações da EFE

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