Para lembrar os mortos da Boate Pulse, em Orlando (EUA) e para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado hoje (28), manifestantes fizeram um ato nesta noite no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A intenção dos manifestantes era sair em caminhada pela Avenida Paulista, encerrando o ato na Praça do Ciclista.

Com o lema 49 de Orlando, Não Esqueceremos, os manifestantes seguraram faixas contra a violência homofóbica e bandeiras com as cores do movimento e do PSTU. No vão-livre do Masp, eles deram depoimentos sobre a violência homofóbica e vaiaram deputados como Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e Marcos Feliciano (PSC-SP).

Manifestantes fazem ato em homenagem às vítimas do massacre em boate de Orlando (EUA) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

Manifestantes fazem ato em homenagem às vítimas do massacre em boate de Orlando (EUA) (Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo)

Um dos organizadores do evento, Carlos Daniel Gomes Toni, representante do setor LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexo) da Central Sindical Popular (Conlutas), disse que o evento serviu para relembrar a Revolta de Stonewall, uma série de protestos ocorridos em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1969, contra a repressão e agressões aos LGBTs.

“Nossa principal pauta é o fim das mortes das LGBTs. O Brasil é o campeão de mortes. Sabemos que as mortes aqui no Brasil acontecem com requintes de crueldade. Temos mortes com esfaqueamentos nas faces das pessoas, mortes com empalamento com cabos de vassouras, mortes depois de estupros, mortes por atropelamentos de travestis que se prostituem ou estão em situação de rua. O mínimo que tem que acontecer no Brasil é a criminalização da LGBTfobia”, disse.

Segundo Toni, 350 LGBTs morreram no ano passado em todo o país. “São dados invisíveis porque muitos não são noticiados. Recolhemos isso por meio de dados em jornais”, disse.

Com informações da Agência Brasil

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