slide_340398_3500897_freeO verão é sinônimo de praia, festas, muito sol e também de suor. E é exatamente a água que o corpo transpira que é um dos fatores que auxiliam o aparecimento das micoses de virilha. Porém, com alguns cuidados, é possível minimizar o risco e aproveitar as férias livre desse incômodo.

A médica dermatologista Dra. Priscila Marques de Macedo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conversou com o Vivo Mais Saudável e tirou algumas dúvidas sobre essas infecções causadas por fungos.

Segundo Dra. Priscila, as lesões fúngicas que comprometem as dobras do corpo são denominadas intertrigos . Algumas espécies do gênero Candida são saprobos no organismo humano. Isso significa que elas habitam a nossa pele sob a forma de leveduras, que são estruturas fúngicas arredondadas. micose-na-virilha-shutterstock

Quando ocorre um desequilíbrio no organismo , seja imune ou mesmo relacionado a fatores como umidade, calor e ferimentos, o fungo pode produzir filamentos que acabam por invadir e gerar micose na virilha.

“Ela se apresenta como placas ou manchas vermelhas vivas associadas à maceração e com pápulas ou pústulas satélites, ou seja, na borda da lesão, e podem coçar ou arder”, explica a médica.

Outra causa de micose na virilha são as tineas, doenças causadas por fungos do grupo dos dermatófitos. São conhecidas como tinea cruris. Os principais agentes causadores desse tipo de são o Trichophyton rubrum e o Epidermophyton floccosum . Esses fungos são adquiridos pelo contato com pessoas contaminadas ou por meio de objetos.

Por fim, o eritrasma é uma condição patogênica que pode simular os quadros já mencionados anteriormente, mas que é causado por bactérias do gênero Corynebacterium

Segundo Dra. Priscila, é fundamental que o médico seja consultado para que o diagnóstico correto da micose seja estabelecido. A avaliação clínica dermatológica permite confirmar a suspeita da doença por meio de exame micológico para isolamento e identificação do agente causador.

slide_340398_3500897_freeMicoses na virilha podem causar desconforto local, ardência e prurido – às vezes intensos, levando à incapacidade de atividades rotineiras. No caso da tinea cruris, vale lembrar que pode haver transmissão interpessoal.

A prevenção dessas micoses deve ser feita mantendo-se a região seca, limpa e bem arejada. No caso da tinea cruris, é importante evitar o contato direto ou compartilhar objetos de uso pessoal com pacientes acometidos. Ou seja, tenha sua própria toalha ou seu próprio aparelho de depilação e tome cuidado, ainda, em piscinas e banheiros públicos .

O tratamento deve ser especificamente direcionado ao agente causador e, portanto, o médico deve avaliar e prescrever a medicação adequada. Em geral, antifúngicos tópicos devem ser utilizados e, em casos mais exuberantes, pode ser necessária a medicação por via oral.

DEIXE SEU COMENTÁRIO