Chamar a atenção e servir de alerta para o aumento dos casos de violência e mortes sofridos pela população LGBT (segundo relatório da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o caso de violência homofobia aumentou 234% de 2011 para 2012. De acordo com dados do Rio Sem Homofobia, nos últimos cinco anos, dos mais de 40 mil atendimentos, quase 30% foram referentes à violência homofóbica). Esse é o objetivo da 20ª Parada do Orgulho LGBT Rio, que acontecerá no próximo domingo, dia 15, na orla de Copacabana. A partir das 9h, serão oferecidos serviços na ‘Ação, Orgulho e Cidadania’ e às 13h começa a concentração para a passeata mais colorida do país.

As bandeiras do arco-íris e da paz emolduram o lema “Palavras Ferem, Violência Mata” e a orla de Copacabana vai se transformar no cenário para milhares de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes – cidadãs e cidadãos de todo o Brasil – pedirem respeito e o fim da violência. A Parada do Orgulho LGBT Rio organizada há 20 anos pela ONG Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT leva para as ruas pessoas que lutam por direitos iguais, que combatem a intolerância, o preconceito e o ódio, dando voz àqueles que por tantos anos viveram à margem da sociedade.

Parada LGBT-Rio 2015 terá cinco trios elétricos, alas reivindicatórias e tendas de serviços sociais e comunitários.

Parada do Orgulho LGBT Rio - foto Aline Macedo

Foto: Aline Macedo

E no domingo, quem chegar à orla cedo pode aproveitar os serviços da ‘Ação, Orgulho e Cidadania’ a partir das 9h até às 16h. “Desde 2011 realizamos a ‘Ação, Orgulho e Cidadania’, com o objetivo de criar uma maior aproximação com a sociedade e a comunidade LGBT, promovendo serviços essenciais e informações úteis sobre direitos e saúde. Neste ano teremos vacinação contra Hepatite B, distribuição de folhetos com dicas de saúde, conscientização ambiental, distribuição de camisinhas masculinas e muito mais. Ao todo, serão distribuídos 400 mil preservativos e será feita uma campanha a favor da testagem voluntária para o vírus HIV com o Grupo Pela Vidda, além da testagem rápida para o HIV que será realizada pelo próprio GPV. O método, que será feito através de fluido oral, tem resultado imediato e acompanhamento psicológico durante sua realização” explica Marcelle Esteves, vice-presidente do Grupo Arco-Íris.

Trios destacam a promoção de direitos e a cultura da diversidade
Neste ano, as Mães pela Diversidade virão na ala de abertura, lutando contra o Estatuto da Família. A proposta é mostrar para a população que família pode ser constituída por casais de pessoas heterossexuais, lésbicas, gays, bissexuais, com filhos humanos ou não, legítimos ou adotados. Pelo oitavo ano consecutivo, a divina diva Jane Di Castro abrirá a Parada interpretando o Hino Nacional Brasileiro. A ala das pessoas transexuais virá reivindicando os seus direitos e sua identidade de gênero. Às 14h o trio de abertura se transformará em um grande palco todo decorado em branco com show de vários artistas da cena gay apresentados por Lorna Washington e Magaly, dois ícones cariocas. A Marcha das Mulheres Negras participará da Parada contra o racismo contra a LGBTfobia e a favor do bem viver de todos os cidadãos.

A Bandeira do Movimento Igualdade na Veia propõe o fim da restrição a doadores de sangue considerados inaptos por causa de sua orientação sexual. O movimento questiona os critérios adotados para a doação de sangue e a Portaria nº 2712/2013 do Ministério da Saúde, que redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos e coloca os homossexuais na categoria de doadores “inaptos”, ainda que possuam parceiro fixo e façam sexo seguro.

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