Uma pesquisa do Ministério da Educação resultou em dados preocupantes. Segundo a 19,3% dos 8.283 estudantes ouvidos, entre 15 e 29 anos, disseram que não gostariam de ter um colega de classe que fosse gay, travesti, transexual ou transgênero. O estudo resultou no livro, que foi recém-lançado pelo Ministério, Organização dos Estados Interamericanos e Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, e que aborda por diversos ângulos os motivos que fazem jovens permanecerem ou abandonarem a escola.

Entre as razões que os próprios estudantes citam como mais importantes para continuar estudando estão a relação com os amigos e a qualidade das aulas. Ou seja, sentir-se acolhido e pertencente a um grupo é, na opinião dos jovens, tão importante para a permanência na escola quanto o aprendizado de disciplinas tradicionais.

Ainda sobre preconceito, alguns jovens disseram que não gostariam de ter na mesma sala de aula pessoas com deficiência (0,6%) ou negros (0,3%).

Outro dado que vale ressaltar é que a homofobia parte muito mais dos homens. Entre eles, quase um terço (31%) disseram que o perfil indesejado de colega era alguém pertencente a comunidade LGBT. As meninas representaram 8% dessa rejeição na pesquisa.

intolerancia_na_escolaVamos aproveitar e refletir: Se a inclusão e o sentimento de pertencimento é tão importante para um jovem, como mostra a pesquisa, por qual motivo as pessoas acham que tem o direito querer excluir e afastar as minorias LGBT, negros e deficientes? Até onde sabemos, o ditado diz para não fazermos aos outros aquilo que não desejamos para nós…

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