_d55774As escolas de São Paulo terão um programa educativo de combate ao HIV, que contará com várias palestras sobre o vírus e outros temas relevantes para adolescência, ministradas para aproximadamente 200 líderes de educação das 75 escolas públicas ligadas à Regional Centro-Oeste de São Paulo. O evento acontece nesta quinta-feira (26).

“Essa é a primeira de uma série de ações para informar diretores e coordenadores pedagógicos sobre o HIV. Trata-se de um público fundamental na conscientização dos jovens sobre o vírus”, diz Glória Brunetti, diretora da Fundação Poder Jovem e médica infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Além disso, vários levantamentos indicam que muitos professores têm dificuldade em lidar com o assunto”, continua ela, que vai falar sobre HIV e educação.o-HIV-VIRUS-facebook

Conscientizar o jovem brasileiro sobre a doença é tarefa urgente. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que a contaminação por HIV está estabilizada no país — a não ser na faixa dos 15 aos 24 anos. Nesse recorte, o índice aumentou 40%, de 2006 até agora. Entre os paulistas dessa faixa etária, o crescimento foi de 21,5% nos últimos sete anos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de SP.

“Por isso,  a Fundação Poder Jovem vai realizar esse trabalho de prevenção com a  Diretoria de Ensino Regional Centro Oeste, responsável pela educação de 56 mil alunos da capital”,  comemora Brunetti. “Queremos que nosso projeto se expanda para todas as escolas públicas de São Paulo e até do Brasil.”

Ações para impactar os jovens diretamente também integram a estratégia da Poder Jovem. Além de prevenção, o objetivo também é desestigmatizar o jovem que vive ou convive com HIV/aids. “Sabemos de casos de bullying dentro de escolas de todo o mundo e, diante desse cenário, muitos jovens que já contraíram o vírus se sentem desestimulados em aderir ao tratamento. Se do auge da epidemia da aids nos anos 1980 até hoje houve uma evolução sem precedentes dos medicamentos, o preconceito social permanece o mesmo”, alerta Sandra Santos, pedagoga da Poder Jovem.

Para ilustrar o caso, uma peça sobre HIV e preconceito será apresentada por um grupo de atores adolescentes portadores de HIV e outros que convivem com soropositivos.

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