640x480-816b74e6614db1cf5c054f8bb1c1bc20Um casal gay em um bar, em Campo Grande (MS), trocando carícias e beijos, quando foram repreendidos com um pedido de “menos rapazes”. Por conta dessa situação, o site Lado B resolveu testar a reação das pessoas a um beijo entre dois homens nas ruas da cidade.

Segundo o site, a ideia inicial era por um manifesto pelo carinho sem preconceito. Mas foi um pouco difícil encontrar casais homossexuais que dessem a cara à tapa nos pontos mais movimentados da cidade: no cruzamento da 14 com a Afonso Pena e da praça de alimentação de um shopping.

640x480-b788400a0eb2e877d471b77010dbf01eEntretanto, o casal do blog ‘Dois Iguais’, Igor, de 32 anos e Theodoro, de 29, aceitaram o desafio. A publicação relata que os dois sofreram antes mesmo de encostarem as bocas. Pessoas viravam o pescoço para olhar, torciam o nariz e até discutiam com eles.

Em uma praça de alimentação, ao tirarem uma foto, um rapaz chegou a questioná-los se não estaria de fundo na imagem. Ele aparecia, embaçado e de fundo, quando o casal apenas trocava carinho com as mãos, mas se revoltou sob o argumento de que se algum parente visse ele de fundo na foto dos gays, “não ia pegar bem”.

Quando questionado pela repórter, disse que a situação incomoda e que “é totalmente constrangedor. Se eu estou com o meu filho, minha família, eu vou me sentir constrangido. Hoje em dia o povo acha normal, não tenho anda contra, mas olha para eles? Eu acho que vocês deveriam assim, estar em casa e não ter os seus momentos em público”.

300x225-d60aeef150001e2d505ea74a98d55f4fEntretanto, os homens também receberam apoio. Alex Almeida, de 30 anos, é cozinheiro e explica que o que chamou atenção foi a câmera e não a troca de carícias. “Não existe lugar apropriado para beijar uma pessoa, é a demonstração de um sentimento. Por que causa tanta reação? Aí já não sei o que dizer. É que tem pessoas que são bem preconceituosas”.

A filha de 10 anos diz que não viu nada demais e mesmo se tivesse visto… “Eu não ligo, já vi uma vez um beijo gay, quando saí com a minha mãe. Acho que assustei só porque eu nunca vi, quando olho da primeira vez que assusta”, argumenta a menina.

640x480-f6852dd531b476b9000b364b747874d8Em uma outra situação, o casal se beijou no Centro da Cidade, na rua 14 de julho. Outras reações negativas eram vistas. Pessoas balançando a cabeça em negação, olhando torto e até correndo para não verem a cena.

Foi então que a repórter conversou com algumas pessoas e teve os seguintes relatos:

Não incomoda não, é normal. Cada um tem sua vida, escolhe o que quer da vida. Você só toma um choque, porque não é normal. Mas tem que começar a aceitar”, diz Amauri Adão Sabino.

“É nojento. É uma coisa que para mim, sei lá. Ainda mais por causa das crianças, como elas vão crescer hoje em dia? Vendo esse tipo de coisa errada diante de Deus. Na minha opinião eu não acho legal não. Como sou cristão, da minha parte, não aceito. Tenho nojo”, pregava o eletricista Marcio Lopes Pereira, de 27 anos.

“Eu fiquei triste diante de Deus, porque Deus criou o homem para ser homem e a mulher para ser mulher. Isso é um pecado total”, disse Rosana Gonçalves, manicure, tem 48 anos.

Os entrevistados ainda se “desculpavam”, ou pensavam que estavam fazendo isso ao dizer “nada contra, viu, nada contra”.

Segundo a matéria, para quem está do outro lado, o discurso não mudou. Theodoro ouve isso desde a escola e já até se “acostumou”. É sorrindo que ele devolve as críticas e quando cabe, responde.

Confira a matéria completa aqui.

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