Segundo a OMS, medida pode ajudar a evitar mais de 21 milhões de mortes e 28 milhões de novas infecções até 2030

Qualquer pessoa infectada com o HIV/aids deve começar o tratamento antirretroviral logo após o diagnóstico, o mais rápido possível, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a recomendação de “tratamento total”, a OMS retira todas as limitações sobre a elegibilidade, para terapia antirretroviral (TARV), entre pessoas vivendo com HIV/aids. Todas as populações e grupos etários são agora elegíveis para o tratamento.

A ampliação do uso do tratamento antirretroviral é apoiada por descobertas recentes de ensaios clínicos. Estes ensaios confirmam que o uso precoce do TARV mantém as pessoas que vivem com HIV/aids vivas, saudáveis, e reduzem praticamente a zero o risco de transmitir o vírus aos parceiros. O Brasil já recomenda o tratamento de todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da contagem de células CD4 desde dezembro de 2013.12094734_990001997727047_2679900750882265907_o

A OMS agora recomenda também que as pessoas com risco acrescido de contrair o HIV/aids – no caso do Brasil, estas populações são gays, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, travestis e pessoas trans – devem ter disponível, no leque de prevenção, o tratamento antirretroviral preventivo.

Esta nova recomendação baseia-se nas orientações da OMS de 2014, oferecendo uma combinação de medicamentos, antirretrovirais, que previnem o contágio do HIV: tratamento conhecido como profilaxia pré-exposição (PrEP).

Segundo a OMS, a PrEP deve ser vista como uma opção adicional de prevenção, dentro do pacote de prevenção combinada, que inclui o teste regular e no pré-Natal do HIV/aids, uso de preservativos masculino e feminino, o tratamento de outras DSTs, a profilaxia pós-exposição sexual (PEP), políticas de redução de danos e o tratamento antirretroviral.

De acordo com estimativas da UNAIDS, a expansão do TARV para todas as pessoas vivendo com HIV e a indicação de integração da PrEP à prevenção, ampliará a prevenção combinada e poderão ajudar a evitar 21 milhões de mortes e 28 milhões de novas infecções relacionadas ao HIV/aids até 2030.

Brasil

O país já recomenda o tratamento de todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da contagem de células CD4 desde dezembro de 2013, quando adotou o atual Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.

A adoção do novo protocolo melhorou a saúde das pessoas vivendo com HIV no Brasil. Antes do protocolo, o país registrava uma taxa média de CD4 de 265 células/mm3 assim que o paciente entrava em tratamento. Hoje, a taxa média de CD4 é de 419 células/mm3 no início do tratamento. Ou seja, os pacientes estão entrando em tratamento mais saudáveis.

O caso brasileiro foi apresentado como exemplo pela OMS em julho, durante o pré-lançamento do protocolo, no Congresso da International Aids Society, realizado em Vancouver (Canadá).

DEIXE SEU COMENTÁRIO