Na América Latina, os obstáculos ainda são muitos quando a questão é o casamento entre pessoas de mesmo sexo. Dos países da região, Argentina, Brasil e Uruguai legalizaram o casamento gay. Em junho, a Suprema Corte mexicana emitiu uma decisão que permite que homossexuais contornem leis estaduais que os impediam de se casar, apenas semanas antes dos Estados Unidos, com mais alarde, legalizar o casamento gay.

Rainbowflag-e1444325625322Mas ainda existe muita intolerância na região. O apoio aos direitos dos homossexuais ainda é, em grande parte, um fenômeno da classe média. Nas partes mais pobres de países como Brasil e México, os gays, às vezes, enfrentam uma violência terrível. Além disso, os jovens também tendem a ser mais tolerantes que seus pais.

O Pew Research Centre, um centro de pesquisas, diz que, apesar de cerca de metade da população nos maiores países da região apoiar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, em países andinos (como Colômbia, Peru e Venezuela), cerca de dois terços ainda se opõem. Na América Central, a resistência é maior. E em 11 países do Caribe, a homossexualidade é ilegal.

As igrejas católicas e evangélicas resistem à mudança. Os casamentos na América Latina são mais uma instituição civil do que religiosa, talvez, por isso os tribunais estejam apoiando os direitos gays.

Em relação à perspectiva econômica, este novo público-alvo é um bom negócio. O turismo gay está em ascensão. E a tolerância serve como um chamariz para bares e restaurantes.

Fontes:
The Economist-The rainbow tide

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