A transexual Mariana Lively, de 18 anos, foi se apresentar ao exército e foi constrangida por parte de um cabo que trabalhava no quartel. Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, ela contou que teve fotos e dados pessoais divulgados na internet após passar pelo processo de alistamento no complexo militar de Quitaúna, em Osasco (SP).1443492023376

Entre as imagens vazadas, estavam uma que mostra a jovem de pé no pátio do quartel, outra do certificado de alistamento, que incluía todos os dados da estudante. Em uma das publicações nas redes sociais escreveram: “Peguei gato por lebre, muitos só descobriram na hora do alistamento militar kkkk #billão”. Mariana afirmou que ficou surpresa ao saber do vazamento, já que no local todos a trataram bem e foi atendida com prioridade.

Para piorar ainda a situação, como havia o número de telefone no documento de alistamento, a jovem passou a receber diversas cantadas e ligações. “Fiquei chocada. Chorei muito e minha avó passou mal, a pressão dela caiu. Já sofri preconceito na escola, já briguei por nome social, mas esse tipo de coisa nunca aconteceu”, disse ao jornal.

A estudante afirmou que voltou à base militar com a mãe no dia seguinte, onde conversaram com um capitão. “Ele pediu mil desculpas, disse que foi um ato de infantilidade e pediu para que esperássemos a poeira abaixar. Disse que era para eu mudar de telefone e que teria uma reunião para discutir punição ao cabo”, contou ela, que diz esperar uma punição “forte” ao servidor.

A advogada de Marianna, Patrícia Gorisch, afirmou que registrará um boletim na justiça militar e pedirá ação da corregedoria. Disse também que entrará com uma liminar pedindo que o Facebook e o Whatsapp impeçam a divulgação das fotos.

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