O Exército enviou uma nota a redação da JR. sobre o caso de discriminação sofrida pela transexual Mariana Lively, de 18 anos, em um quartel de Osasco (SP). Segundo a corporação, as denúncias feitas serão investigadas.1443492023376

No documento, a corporação afirmou que “tem conhecimento do fato que envolveu a divulgação, sem autorização, das informações da pessoa em questão, durante o processo do Serviço Militar Obrigatório”. Além disso, “já instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM)  para esclarecer o ocorrido e os envolvidos serão responsabilizados por suas ações, dentro do que prescreve a legislação vigente”.

O Exército ainda disse que “não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta, sejam corrigidos, imediatamente, dentro dos limites da lei”.

Caso

A transexual Mariana Lively, de 18 anos, foi se apresentar ao exército e foi constrangida, segundo ela, por um cabo que trabalhava no quartel. Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, ela contou que teve fotos e dados pessoais divulgados na internet, após passar pelo processo de alistamento no complexo militar de Quitaúna, em Osasco.

Entre as imagens vazadas, estavam uma que mostra a jovem de pé no pátio do quartel, outra do certificado de alistamento, que incluía todos os dados da estudante. Em uma das publicações nas redes sociais escreveram: “Peguei gato por lebre, muitos só descobriram na hora do alistamento militar kkkk #billão”.

Mariana afirmou que ficou surpresa ao saber do vazamento, já que no local todos a trataram bem e foi atendida com prioridade.

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